12 de janeiro de 2013 (Saudade Futura)

Dia 1º de dezembro de 2012.

Sábado perfeito.

Estou plenamente apaixonado por minha esposa, a sua mãe.

Você, Lucas, está com 2 anos e (quase) 9 meses.

Estava no meu colo brincando com uma tiara de festa, daquelas que distribuem em festas de casamento, com fios rosa.

Sua alegria era arrancar alguns desses fios e colocá-los na minha cabeça, dizendo que estava colocando cabelos de volta, já que ela está com os fios verdadeiros rareando.

Um momento tão sublime que te abracei forte:

— Lucas, não cresce nunca, por favor.

— Mas pai, eu quero crescer! — Imagine, com menos de três anos e você já me vem com uma resposta dessas!?

Comecei a chorar.

Mais uma vez percebi que um dia você vai mesmo crescer.

Aliás, só de escrever essas palavras as lágimas ganharam novamente as minhas bochechas com a barba por fazer.

A mamãe, quando viu as minhas lágrimas, disse para você:

— O papai está chorando, Lucas.

Você voltou para o meu colo, pois tinha saltado para o da mamãe, e me disse com toda a inocência e sinceridade que a sua idade te dá:

— Pai, desculpa.

— Filho, você não tem que pedir desculpas. Você não fez nada de errado. É só o papai que está com saudade futura.

Como é difícil essa tarefa de ser pai.

Por que Deus não me deu você?

Ele tinha mesmo que me dar um presente tão sublime, mas com prazo de validade?

Sei que ele não te deu para mim, só me emprestou por um tempo que, por mais que sejam muitos anos, vão durar apenas poucos segundos.

16 de fevereiro de 2011 (Final de Caverna do Dragão)

Ouvindo um dos podcasts do site Irmãos.com, onde o tema era “desenhos que marcaram nossa vida”, descobri que ninguém de sua trupe sabia que o último episódio de “Caverna do Dragão”, apesar de nunca ter sido produzido, foi realmente escrito.

A certas tantas, no podcast, eles acabaram até mencionando aquele famoso boato de um episódio final que revelava que, na verdade, eles estavam mortos no inferno, coisa e tal. Tudo bobagem.

O verdadeiro episódio final, intitulado “Requiem”, foi escrito por Michael Reaves e, com um pouco de boa vontade, dá para encontrar o script do episódio na internet.

Agora, se você, assim como eu, não está disposto a gastar tanto tempo assim da sua vida procurando e, principalmente, lendo o roteiro de um episódio — particularmente, acho que perde-se muito da graça do desenho —, tenho uma surpresa: há algum tempo alguém me mandou uma adaptação de um tal de Reinaldo Rocha deste episódio em quadrinhos (e ainda em português). Se ficou interessado, clique aqui para baixar o arquivo (em pdf) e aproveite!

Finalmente, aproveito para fazer propaganda do meu outro blog, com conteúdo muito mais importante. Na verdade, tive muita vontade de publicar este artigo lá, já que muita gente deve se interessar por ele, mas mudei de ideia; afinal, o assunto abordado aqui ficaria muito fora de contexto se publicado no outro blog. Portanto, aproveite o final de “Caverna do Dragão” disponibilizado aqui, mas não deixe de também visitar e divulgar o site Baú de Crônicas.

Como costuma dizer o pessoal do Irmãos.com: “Fica a dica!”

30 de janeiro de 2011 (Ano novo, vida nova)

Faz tempo que eu não escrevo. Aliás, faz tempo que não escrevo nem no Baú de Crônicas, meu outro blog, muito mais querido, importante e visitado do que este. Acho que me falta ideia, ou talvez seja desânimo mesmo.

Estou na cama agora. Acabei de ler os posts antigos no Google Reader, o Lucas, com quase 11 meses, está dormindo ao meu lado. Coitado, ele transpira mais que o pai e esses dias de calor não têm sido nada fáceis.

Ontem fomos às pressas até Poços de Caldas. A mãe de um amigo faleceu e fomos tentar dar uma força, se é que nessas situações tal coisa é possível. Voltei um bagaço de tão cansado. Não foi nada fácil dirigir mais de 7 horas num único dia, mas valeu cada pedágio e cada litro de gasolina. Imagino o quanto é importante para as pessoas enlutadas a presença de amigos e agradeço a Deus a oportunidade de poder ser um deles.

Na noite de sexta formalizamos uma decisão muito difícil para mim. Deixamos (minha esposa e eu) a liderança do grupo pequeno de jovens casais lá da igreja. Tentamos ao máximo, mas não deu para liderar uma galera com tanto pique e conciliar com a nova vida de pai. Esse grupo vai deixar muita saudade. Agora vamos começar um novo grupo, com casais que têm filhos pequenos, num ritmo e frequência bem menores. Vamos ver se agora eu dou conta.

Neste semestre, agora que o Lucas está um pouco maior, pretendo retomar o ritmo normal no seminário. Dois dias por semana, como de costume. E para animar ainda mais, finalmente vou começar as línguas originais. A escolhida: grego. Vamos ver no que dá.

Outra novidade é que estamos muito próximos de receber o nosso novo apartamento. Compramos ele em 2006, na planta, e devemos recebê-lo ainda neste trimestre. Ao que parece, este, assim como o ano passado, será um ano de grandes mudanças. Como diria o Silvio Santos: “Aguardemmmm”.

Finalmente — não me lembro se registrei isto aqui e estou com preguiça de procurar nos posts anteriores —, eu mudei de emprego e, desde setembro, trabalho numa empresa meio que irmã da antiga. Agora estou trabalhando com Risco de Crédito, aprendendo pra caramba (nunca tinha nem lido nada a respeito antes), e o melhor: a Renata trabalha comigo na mesma empresa (meio período), no mesmo projeto e na mesma mesa. Só o tempo vai mostrar se isso é mesmo uma coisa tão boa quanto penso que é. Por enquanto, nada a reclamar.

E é isso. Post sem graça, mas ao menos eu publiquei alguma coisa.

7 de julho de 2010 (No caminho com Maiakóvski)

Eis uma poesia que mais uma vez na vida caiu em meu colo e desta vez, não sei porque, resolvi esmiuçá-la. Conclusão: mesmo sem querer, acabei por descobrir algumas coisas bastante interessantes sobre a autoria (aprecie comigo esta descoberta aqui).

Agora a poesia:

NO CAMINHO, COM MAIAKÓVSKI
(Eduardo Alves da Costa)

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,

assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz:
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas no tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares,
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo.
Por temor, aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,

o coração grita — MENTIRA!

5 de julho de 2010 (Realidade da juventude brasileira)

Ontem estava de bobeira na casa dos meus sogros e a Renata estava vendo o programa “Altas Horas” (acho que no Multishow). Comecei a prestar atenção.

Só para variar um pouco o programa era comemorativo. Festejava-se tanto o aniversário de 10 anos de programa quanto o aniversário do apresentador Serginho Groisman — É impressão minha ou a cada três “Altas Horas” que passa na TV, um deles é para comemorar o aniversário do programa, ou do Serginho ou de ambos?

Enfim, como de costume uma penca de artistas foi convidada para a “festa”. Continuei a prestar atenção.

Todos os cantores que apareciam eram acompanhados por uma orquestra sinfônica sei lá de onde. Tudo muito bonito. Primeiro veio Chitãozinho e Xororó. Cantaram uma música X, que ficou muito bonita com o acompanhamento da orquestra — devo admitir que, apesar de não ser o meu gênero musical favorito, a dupla Chitãozinho e Xororó canta muito bem e, com toda a certeza, tem o seu espaço no cancioneiro nacional. — Continuei a prestar atenção.

A certas tantas veio a Pitty. Acompanhada da tal orquestra levantou a galera com a música “Me adora”. Não preciso nem dizer o quão lindo ficaram, ao som de violinos, flautas, oboés etc., os versos “Não espere eu ir embora pra perceber | Que você me adora | Que me acha foda | …”. Coitado do maestro!

Enfim; continuei prestando atenção.

Mais um pouco e entra Dudu Nobre. Achei que cantaria aquela canção da “Grande Família”, mas me surpreendeu. Resolveu cantar Cartola. — Agora sim algo a altura de uma orquestra — pensei. Cantou “Alvorada no morro”. Pessoalmente, achei que ele não se acertou com o tempo da melodia conduzida pelo maestro. Mas tudo bem. Pelo menos ele cantou Cartola.

Foi então que comecei a olhar para a platéia. ZERO PESSOAS CANTARAM JUNTO! Nenhuma pessoa! Zero! Pensei comigo — Não é possível que ninguém dessa juventude conheça essa música. — Acho que o cameraman deve ter ficado procurando desesperadamente alguém para enquadrar, mas, assim como eu, ficou a ver navios.

Essa é a nossa juventude! Que lástima!

Mas ainda não era o fim. Depois de algum tempo entrou a Sandy (aquela do Júnior). Achei que ela cantaria alguma música de seu álbum recém lançado, mas resolveu que cantaria uma música diferente, em homenagem ao aniversário do programa. Mais uma surpresa: decidiu cantar, também ao som da orquestra, a maravilhosa “Sorri”. Música de Charles Chaplin (ele mesmo) e letra de Braguinha, o nosso João de Barro.

Que balde de água fria ela deve ter dado na platéia! O maestro ergueu sua batuta. Os instrumentos soaram maravilhosamente. A Sandy começou a cantar e proporcionou um momento mágico.

Fui então, como da outra vez, prestar atenção aos rostos na platéia. Como eu previra: ZERO PESSOAS cantando junto. Mas desta vez elas não ficaram apenas olhando embasbacadas, não. Resolveram que era um bom momento para conversar. Trocar uma idéia. Talvez contar sobre a balada de ontem. Um monte de gente em pares conversando na maior cara de pau. Nem a atenção respeitosa devida eles dispensaram; afinal, duas músicas desconhecidas, e ainda na seqüência uma da outra, é demais, né? Assim não dá! Bom mesmo é cantar “você me acha foda” com fundo musical orquestrado.

Terminei com medo. Como vou criar o meu filho nesse mundo? Como estará a juventude quando chegar a vez dele?

14 de junho de 2010 (Madrugada de segunda)

Segunda-feira, 0h11 da madrugada. O Lucas está no fim de um resfriado, mas o suficiente para ainda trancar o nariz e atrapalhar um pouco o sono dele.

A Renata está dormindo aqui do meu lado esquerdo (o lado dela na cama é o lado do coração!), mas está com o sono leve que só, preocupada que é com o Lucas. Como o meu sono é pesado o suficiente para não acordar com ele chorando, estou dando um “plantão” para ela tentar descansar um pouco.

Ontem (há poucos minutos era hoje) foi o Dia do pastor. Quem sabe um dia eu não comemoro também? Também ontem aconteceu o primeiro jogo bom da Copa do Mundo. A Alemanha enfiou quatro na Austrália. Brasil joga só na terça (amanhã).

Daqui a pouco vou dormir e me preparar para mais um dia na MAPS. Boa noite a todos!

8 de maio de 2010 (Dia das mães)

Falta um minuto para virar o dia. Amanhã será um dia muito especial: o primeiro dia das mães da minha amada esposa Renata.

Rê e todas as demais mamães: FELIZ DIA DAS MÃES!

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